Panorama mensal · Janeiro de 2026

O ano começou com ressaca — e foi acelerando

Dados anonimizados de mais de 50 milhões de entregas processadas pelo Entregas Expressas.

Em janeiro de 2026, a corrida típica de entrega rápida custou R$ 8,51, dos quais o entregador ficou com R$ 7,21 — cerca de 85% do valor de cada viagem. O ritmo do mês foi ditado pelo calendário: começou em frangalhos no 1º de janeiro (a maior ressaca do ano, com a cidade vazia) e foi acelerando até os últimos dias, os mais movimentados. Todos os números mostram o valor típico do mercado, sobre centenas de milhares de entregas no país.

R$ 8,51
Preço típico da corrida
metade custou entre R$ 7,19 e R$ 10,93
R$ 3,28/km
Preço típico por quilômetro
metade entre R$ 2,19 e R$ 5,39 por km
R$ 7,21
Ganho típico do entregador
por corrida concluída
10,1 min
Tempo típico de entrega
da coleta ao destino

A ressaca do 1º de janeiro — e a virada do mês

O mês tem um ritmo próprio, ditado pelo calendário. Tomando um dia comum como referência (100), o 1º de janeiro foi de longe o dia mais fraco: índice 38 — pouco mais de um terço de um dia normal, a clássica ressaca de Réveillon, com cidade vazia e comércio fechado. Daí em diante o mês foi ganhando tração: os dias mais movimentados foram justamente os dois últimos (30 e 31, índices 126 e 127), provavelmente puxados pelo pagamento e pela volta da rotina.

−62%
1
2
3
4
5
6
7
8
+21%
9
+17%
10
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14
15
+20%
16
+16%
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20
21
22
+19%
23
+17%
24
25
−19%
26
27
28
29
+26%
30
+27%
31

Cada barra é a variação do volume daquele dia em relação a um dia comum (linha do meio = 0). Para cima = mais movimento; para baixo = menos. O 1º de janeiro (em laranja) foi o dia mais fraco do mês.

O quilômetro mais caro é o primeiro

O preço por faixa de distância revela o custo de largada da última milha. Uma corrida de até 2 km custou tipicamente R$ 7,49 — cerca de R$ 7,49 por km. Já uma acima de 10 km saiu por R$ 19,01, ou aproximadamente R$ 1,36 por km. O primeiro quilômetro é mais de 5× mais caro que o décimo: é o preço fixo de tirar um entregador da base.

0–2 km
R$ 7,49
preço típico da corrida
≈ R$ 7,49/km · 39% das corridas
2–5 km
R$ 8,76
preço típico da corrida
≈ R$ 2,50/km · 41% das corridas
5–10 km
R$ 11,63
preço típico da corrida
≈ R$ 1,55/km · 15% das corridas
10 km+
R$ 19,01
preço típico da corrida
≈ R$ 1,36/km · 5% das corridas
Para a sua operação: precificar como “R$/km fixo” penaliza corridas curtas e subsidia as longas. A curva real é uma taxa de largada + custo por km rodado — tabelas com piso por corrida acompanham melhor o custo real.

O mapa de preços do Brasil

Índice de preço da corrida por macrorregião, com 100 = valor típico do país (R$ 8,51). Cada estado é colorido pela sua região: quanto mais azul, mais cara a corrida frente à média nacional. O Sudeste puxa o preço para cima; o Centro-Oeste tem as corridas mais baratas e rápidas. Curiosidade: o Norte, apesar de barato no total, tem o maior R$/km do país (índice 122) — porque suas corridas são curtas, e o quilômetro curto é sempre o mais caro.

RR · Norte — índice de preço 90 (-10% vs. média nacional) RR AP · Norte — índice de preço 90 (-10% vs. média nacional) AP AM · Norte — índice de preço 90 (-10% vs. média nacional) AM PA · Norte — índice de preço 90 (-10% vs. média nacional) PA MA · Nordeste — índice de preço 101 (+1% vs. média nacional) MA CE · Nordeste — índice de preço 101 (+1% vs. média nacional) CE RN · Nordeste — índice de preço 101 (+1% vs. média nacional) RN AC · Norte — índice de preço 90 (-10% vs. média nacional) AC RO · Norte — índice de preço 90 (-10% vs. média nacional) RO TO · Norte — índice de preço 90 (-10% vs. média nacional) TO PI · Nordeste — índice de preço 101 (+1% vs. média nacional) PI PB · Nordeste — índice de preço 101 (+1% vs. média nacional) PB PE · Nordeste — índice de preço 101 (+1% vs. média nacional) PE MT · Centro-Oeste — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) MT GO · Centro-Oeste — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) GO BA · Nordeste — índice de preço 101 (+1% vs. média nacional) BA AL · Nordeste — índice de preço 101 (+1% vs. média nacional) AL SE · Nordeste — índice de preço 101 (+1% vs. média nacional) SE MS · Centro-Oeste — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) MS MG · Sudeste — índice de preço 104 (+4% vs. média nacional) MG ES · Sudeste — índice de preço 104 (+4% vs. média nacional) ES DF · Centro-Oeste — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) DF SP · Sudeste — índice de preço 104 (+4% vs. média nacional) SP RJ · Sudeste — índice de preço 104 (+4% vs. média nacional) RJ PR · Sul — índice de preço 102 (+2% vs. média nacional) PR SC · Sul — índice de preço 102 (+2% vs. média nacional) SC RS · Sul — índice de preço 102 (+2% vs. média nacional) RS
mais barato  →  mais caro  · cores por macrorregião
MacrorregiãoPreço típicovs. paísR$/km
Sudeste R$ 8,81 +4% R$ 3,25
Sul R$ 8,68 ≈ média R$ 3,25
Centro-Oeste R$ 7,17 -16% R$ 3,45
Nordeste R$ 8,59 ≈ média R$ 3,08
Norte R$ 7,66 -10% R$ 4,01

As cinco entregas do Brasil

Agregadas por macrorregião, as diferenças ficam nítidas. O Centro-Oeste e o Norte têm as entregas mais rápidas (índices 60 e 64 vs. o país), por causa de distâncias típicas menores. O Sudeste tende a puxar o preço para cima. Cada região tem sua própria dinâmica de preço, ganho do entregador e divisão do valor.

MacrorregiãoPreço típicovs. país R$/kmGanho entreg.Fatia empresaEntregaConcluídas
Sudeste R$ 8,81 +4% R$ 3,25 R$ 7,56 15% 11,1 min 93,6%
Sul R$ 8,68 ≈ média R$ 3,25 R$ 6,83 22% 10,5 min 96,1%
Centro-Oeste R$ 7,17 -16% R$ 3,45 R$ 6,54 6% 6,1 min 95,4%
Nordeste R$ 8,59 ≈ média R$ 3,08 R$ 7,29 15% 9,9 min 87,7%
Norte R$ 7,66 -10% R$ 4,01 R$ 7,27 4% 6,4 min 94,7%

Fatia empresa = quanto, de cada corrida, fica com a empresa de entregas que organiza a operação (o restante vai para o entregador). Entrega = tempo típico da coleta ao destino. Índice 100 = valor típico do país.

Para onde vai o valor de cada corrida

De cada corrida paga, a maior parte vai direto para o entregador. No caso típico, ele fica com cerca de 85% do valor; os outros 15% ficam com a empresa de entregas que organiza a operação — cobre plataforma, suporte, gestão da frota e a margem do negócio dela.

VALOR DA corrida
85%
vai para o entregador — quem faz a entrega
15%
fica com a empresa de entregas — que organiza, dá suporte e gere a operação
Essa fatia de 15% é da empresa de entregas rápidas que atende o lojista.

Onde o entregador realmente fatura

Existe um mito de “hora de ouro”: madrugada e início da manhã pagam mais por corrida. É verdade — mas não adianta uma corrida render R$ 12 às 6h se quase ninguém pede nesse horário. O que de fato enche o bolso é onde ganho por corrida e volume de pedidos se encontram. As duas barras abaixo mostram isso lado a lado: a azul é quanto se ganha por corrida; a clara, quanta gente pede naquela hora.

■ ganho por corrida
■ volume de pedidos
07h
R$ 9,29
0,5%
08h
R$ 8,40
1,8%
09h
R$ 8,72
2,8%
10h
R$ 9,03
3,8%
11h
R$ 8,46
7,1%
12h
R$ 8,46
7,4%
13h
R$ 8,56
6,5%
14h
R$ 8,49
6,5%
15h
R$ 8,25
6,8%
16h
R$ 8,20
6,3%
17h
R$ 8,19
5,7%
18h
R$ 8,30
6,1%
19h
R$ 8,02
9,6%
20h
R$ 8,17
11,9%
21h
R$ 8,09
9,6%
22h
R$ 8,29
5,4%
23h
R$ 10,09
1,8%
A leitura prática: o pico de pedidos é à noite (19h–21h), mas é quando o ganho por corrida fica no piso — muita gente disputando. As primeiras horas pagam melhor por corrida, porém com pouquíssimo volume. O melhor retorno por hora trabalhada costuma estar nas bordas do pico: fim da manhã e início da noite, onde ainda há boa demanda e o ganho por corrida não desabou.

Quando o Brasil pede

A demanda se concentra à noite. A hora de pico — 20h — concentra 11,9% dos pedidos do dia, quase o triplo da hora média. O mapa de calor abaixo cruza dia × hora: o ponto mais quente do mês foi o sábado às 20h.

20h · 11,9% 00h 02h 04h 06h 08h 10h 12h 14h 16h 18h 20h 22h
0h 3h 6h 9h 12h 15h 18h 21h Dom Dom 0h — 0,07% do volume Dom 1h — 0,03% do volume Dom 2h — 0,00% do volume Dom 3h — 0,00% do volume Dom 4h — 0,00% do volume Dom 5h — baixa atividade Dom 6h — 0,01% do volume Dom 7h — 0,04% do volume Dom 8h — 0,11% do volume Dom 9h — 0,16% do volume Dom 10h — 0,25% do volume Dom 11h — 0,60% do volume Dom 12h — 0,83% do volume Dom 13h — 0,85% do volume Dom 14h — 0,79% do volume Dom 15h — 0,77% do volume Dom 16h — 0,74% do volume Dom 17h — 0,73% do volume Dom 18h — 0,86% do volume Dom 19h — 1,41% do volume Dom 20h — 1,70% do volume Dom 21h — 1,37% do volume Dom 22h — 0,72% do volume Dom 23h — 0,25% do volume Seg Seg 0h — 0,02% do volume Seg 1h — 0,00% do volume Seg 2h — 0,00% do volume Seg 3h — 0,00% do volume Seg 4h — 0,00% do volume Seg 5h — 0,00% do volume Seg 6h — 0,02% do volume Seg 7h — 0,07% do volume Seg 8h — 0,24% do volume Seg 9h — 0,38% do volume Seg 10h — 0,49% do volume Seg 11h — 0,88% do volume Seg 12h — 0,87% do volume Seg 13h — 0,73% do volume Seg 14h — 0,79% do volume Seg 15h — 0,83% do volume Seg 16h — 0,80% do volume Seg 17h — 0,71% do volume Seg 18h — 0,66% do volume Seg 19h — 0,91% do volume Seg 20h — 1,12% do volume Seg 21h — 0,91% do volume Seg 22h — 0,49% do volume Seg 23h — 0,14% do volume Ter Ter 0h — 0,01% do volume Ter 1h — 0,00% do volume Ter 2h — 0,00% do volume Ter 3h — baixa atividade Ter 4h — baixa atividade Ter 5h — 0,00% do volume Ter 6h — 0,02% do volume Ter 7h — 0,08% do volume Ter 8h — 0,28% do volume Ter 9h — 0,41% do volume Ter 10h — 0,52% do volume Ter 11h — 0,98% do volume Ter 12h — 0,92% do volume Ter 13h — 0,83% do volume Ter 14h — 0,86% do volume Ter 15h — 0,93% do volume Ter 16h — 0,87% do volume Ter 17h — 0,70% do volume Ter 18h — 0,72% do volume Ter 19h — 1,03% do volume Ter 20h — 1,29% do volume Ter 21h — 1,02% do volume Ter 22h — 0,55% do volume Ter 23h — 0,15% do volume Qua Qua 0h — 0,02% do volume Qua 1h — 0,01% do volume Qua 2h — 0,00% do volume Qua 3h — 0,00% do volume Qua 4h — baixa atividade Qua 5h — 0,00% do volume Qua 6h — 0,01% do volume Qua 7h — 0,08% do volume Qua 8h — 0,26% do volume Qua 9h — 0,41% do volume Qua 10h — 0,55% do volume Qua 11h — 0,98% do volume Qua 12h — 0,95% do volume Qua 13h — 0,82% do volume Qua 14h — 0,88% do volume Qua 15h — 0,94% do volume Qua 16h — 0,84% do volume Qua 17h — 0,72% do volume Qua 18h — 0,71% do volume Qua 19h — 1,22% do volume Qua 20h — 1,41% do volume Qua 21h — 1,08% do volume Qua 22h — 0,55% do volume Qua 23h — 0,20% do volume Qui Qui 0h — 0,02% do volume Qui 1h — 0,00% do volume Qui 2h — 0,00% do volume Qui 3h — 0,00% do volume Qui 4h — 0,00% do volume Qui 5h — 0,00% do volume Qui 6h — 0,01% do volume Qui 7h — 0,07% do volume Qui 8h — 0,29% do volume Qui 9h — 0,42% do volume Qui 10h — 0,58% do volume Qui 11h — 1,07% do volume Qui 12h — 1,08% do volume Qui 13h — 0,91% do volume Qui 14h — 0,95% do volume Qui 15h — 1,02% do volume Qui 16h — 0,96% do volume Qui 17h — 0,85% do volume Qui 18h — 0,89% do volume Qui 19h — 1,39% do volume Qui 20h — 1,66% do volume Qui 21h — 1,28% do volume Qui 22h — 0,70% do volume Qui 23h — 0,22% do volume Sex Sex 0h — 0,03% do volume Sex 1h — 0,01% do volume Sex 2h — 0,00% do volume Sex 3h — 0,00% do volume Sex 4h — 0,00% do volume Sex 5h — 0,00% do volume Sex 6h — 0,02% do volume Sex 7h — 0,10% do volume Sex 8h — 0,33% do volume Sex 9h — 0,53% do volume Sex 10h — 0,71% do volume Sex 11h — 1,35% do volume Sex 12h — 1,34% do volume Sex 13h — 1,14% do volume Sex 14h — 1,19% do volume Sex 15h — 1,27% do volume Sex 16h — 1,11% do volume Sex 17h — 1,01% do volume Sex 18h — 1,16% do volume Sex 19h — 1,81% do volume Sex 20h — 2,33% do volume Sex 21h — 1,91% do volume Sex 22h — 1,13% do volume Sex 23h — 0,38% do volume Sáb Sáb 0h — 0,06% do volume Sáb 1h — 0,02% do volume Sáb 2h — 0,00% do volume Sáb 3h — 0,00% do volume Sáb 4h — 0,00% do volume Sáb 5h — 0,00% do volume Sáb 6h — 0,02% do volume Sáb 7h — 0,08% do volume Sáb 8h — 0,30% do volume Sáb 9h — 0,50% do volume Sáb 10h — 0,68% do volume Sáb 11h — 1,20% do volume Sáb 12h — 1,43% do volume Sáb 13h — 1,24% do volume Sáb 14h — 1,04% do volume Sáb 15h — 1,07% do volume Sáb 16h — 0,98% do volume Sáb 17h — 0,95% do volume Sáb 18h — 1,08% do volume Sáb 19h — 1,84% do volume Sáb 20h — 2,45% do volume Sáb 21h — 2,06% do volume Sáb 22h — 1,24% do volume Sáb 23h — 0,45% do volume

Cada célula é a fatia daquele dia × hora no volume mensal. As madrugadas concentram naturalmente pouquíssimos pedidos.

A anatomia de uma entrega de 10 minutos

A entrega típica levou 10,1 minutos da coleta ao destino, percorrendo 2,57 km a uma velocidade média de 14,1 km/h (trânsito urbano, com paradas). Há uma cauda longa: as 10% mais demoradas passaram de 35 min. O aceite é quase instantâneo — tipicamente 1,5 min entre o pedido entrar e um entregador assumir, sinal de um mercado com bastante entregador disponível neste período.

1,5 min
Aceite (pedido → entregador aceita)
7,6 min
Coleta (aceite → retirada)
10,1 min
Entrega (coleta → destino)
14,1 km/h
Velocidade média no trânsito urbano

Valores típicos sobre entregas concluídas. Distância típica: 2,57 km; 9 em cada 10 entregas até 7,24 km.

A entrega rápida anda sobre duas rodas

A moto é o motor da última milha brasileira: 96,5% das entregas concluídas em janeiro. A bicicleta aparece com 3,4% — modesta, mas é o indicador a acompanhar como termômetro da mobilidade ativa. Carro e utilitários somados não chegam a 0,2%.

Moto
96,45%
Bicicleta
3,35%
Carro
0,19%
Utilitário
0,00%

Metodologia

Dados agregados e anonimizados a partir das operações de empresas de entregas rápidas de todo o Brasil. Esta edição consolida centenas de milhares de entregas realizadas em janeiro de 2026.

Trabalhamos com o valor típico de cada indicador — aquele que fica no meio do mercado, com metade das corridas abaixo e metade acima. É mais justo que a “média”, porque não se distorce por alguns valores muito altos ou baixos. As comparações por região usam o valor típico do país como referência (100): um índice 120 significa 20% acima da média nacional; 85, 15% abaixo.

Os indicadores descrevem o comportamento do mercado, nunca operações ou clientes individuais. A granularidade geográfica máxima é a macrorregião e o estado — nunca cidade ou empresa específica. Período de referência: 1 a 31 de janeiro de 2026.

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