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titulo: "Metodologia: como apuramos os dados"
resumo: "Como o Mercado de Entregas apura seus indicadores: origem dos dados, agregação, anonimização, período, critérios de publicação e limites de interpretação."
url: https://mercadodeentregas.com.br/metodologia
site: Mercado de Entregas
tipo: metodologia
idioma: pt-BR
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Como os dados são apurados

# *Metodologia*

Todo número publicado neste site sai do mesmo caminho, e ele está descrito abaixo — inclusive as partes que limitam o que os dados podem afirmar. Quem for citar o Mercado de Entregas precisa saber as duas coisas.

## De onde vêm os dados

Dos registros operacionais de empresas independentes de entrega rápida espalhadas pelo Brasil — cada uma com a própria base de entregadores, os próprios contratantes e a própria tabela de preço. O que elas têm em comum é a plataforma que usam para despachar: é dela que os registros são lidos, de forma agregada, no fechamento de cada mês.

**Não há pesquisa, painel de respondentes nem estimativa.** Cada indicador é o resultado de contas feitas sobre entregas que aconteceram: o preço é o que foi cobrado, o repasse é o que foi pago ao entregador, o tempo é o intervalo entre dois carimbos do aplicativo.

## O que entra na conta

Os indicadores de preço, repasse, distância e tempo são calculados sobre **entregas concluídas**. Pedido cancelado não tem preço final nem tempo de entrega, e entraria distorcendo as duas pontas. Ele aparece — sempre em separado — nos indicadores de conclusão e cancelamento, que são calculados sobre o total de pedidos do período.

Cada edição cobre um **mês-calendário fechado**, do primeiro ao último dia. A apuração roda depois do fim do mês, com uma folga para cancelamentos tardios e dados que chegam atrasados. A edição mais recente é a de agosto de 2026 — período apurado de 01/08/2026 a 31/08/2026.

## Agregação e anonimização

Nenhum dado individual sai daqui. Não publicamos — e não temos como publicar a partir do que é apurado — nome de empresa, nome de entregador, nome de cliente, endereço, telefone ou qualquer identificador de pessoa ou de operação. O que é apurado já nasce agregado: distribuições, valores típicos, faixas e percentuais.

Recortes com movimento insuficiente **não são publicados**. É por isso que a granularidade geográfica máxima do portal é a **Unidade Federativa**: abaixo dela, em boa parte do país, o recorte deixaria de descrever um mercado e passaria a descrever a operação de poucas empresas identificáveis. Pela mesma razão, um estado só ganha página própria quando tem movimento suficiente para o número ser estável mês a mês.

## Valor típico, média e faixas

Este site usa três formas de descrever um conjunto de números, e elas respondem perguntas diferentes.

| Como chamamos | O que é | Quando serve |
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| Valor típico | O do meio da fila: metade das entregas ficou abaixo dele, metade acima. | Para descrever a entrega comum. É o número que usamos como âncora. |
| Média | A soma dividida pela quantidade. | Para dimensionar totais. É sempre mais alta que o valor típico aqui, porque as corridas longas a puxam. |
| “Metade ficou entre X e Y” | As bordas que deixam de fora o quarto mais barato e o quarto mais caro. | Para mostrar a dispersão — o quanto o mercado concorda com o valor típico. |
| “As 10% mais caras/demoradas” | A ponta de cima da distribuição. | Para descrever o extremo sem deixá-lo contaminar o número principal. |

Publicamos as duas — valor típico e média — sempre que as duas dizem coisas diferentes. Mostrar só uma responderia outra pergunta.

## Índices: Brasil = 100

Quando um recorte é comparado com o país, o número aparece como índice com a média nacional valendo **100**. Um estado em 107 tem entrega típica 7% mais cara que a média do Brasil; em 93, 7% mais barata. Na série histórica do Índice Nacional de Preços de Entrega, a base 100 é a primeira edição publicada — Dezembro de 2025, e cada mês seguinte é medido contra ela.

## O que não publicamos, e por quê

- **Volume absoluto de entregas por recorte.** É informação de escala da base apurada, não do mercado, e mudaria a leitura de todos os outros números sem acrescentar nada a eles.
- **Participação geográfica do volume.** Quanto cada região ou estado representa do total apurado descreve onde a apuração alcança, e não onde o mercado está.
- **Qualquer recorte abaixo da UF** — pelo motivo descrito acima.
- **Salário mensal de entregador.** Chegar a um valor mensal honesto exigiria saber quantos dias cada pessoa quis rodar, se ela roda para mais de uma operação e quanto gastou com combustível, manutenção e veículo. Nada disso está nos registros de quem despacha entregas. Publicamos o que dá para afirmar: por corrida, por dia trabalhado e por hora de jornada.

## Limites destes números

Estes indicadores descrevem **a entrega rápida despachada por operações independentes** — transportadoras urbanas, empresas de motofrete, operações last-mile e delivery próprio de estabelecimentos. É uma fatia grande e pouco medida do mercado brasileiro, mas é uma fatia: entrega feita pela frota própria de um grande aplicativo, carga fracionada rodoviária e correio postal seguem outras dinâmicas e não estão aqui.

A composição da base apurada muda com o tempo, e isso afeta comparações longas. Uma variação de um mês para o outro pode refletir mudança de preço do mercado, mudança de mix (mais entregas curtas, mais entregas de um tipo de carga) ou as duas coisas. É por isso que a leitura recomendada da série é de **tendência**, e não de mês contra mês isolado.

Onde um número tem uma ressalva própria — a jornada do entregador, por exemplo, que é medida entre a primeira e a última entrega do dia e não é turno contratado — a ressalva aparece **junto do número**, na página em que ele é publicado, e não só aqui.

## Periodicidade e correções

Uma edição por mês, publicada depois do fechamento do mês anterior. As páginas de indicador mostram sempre a edição mais recente e trazem a data de referência em destaque; os boletins mensais e os consolidados de datas ficam como estudos permanentes daquele período e não são reescritos.

Se um número publicado se mostrar errado, a correção é feita na página e sinalizada. Preferimos corrigir a sustentar.

## Como citar

A publicação é livre, inclusive comercialmente, sob licença [Creative Commons BY 4.0](https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt-br). Basta citar **Mercado de Entregas** como fonte e, quando possível, linkar para a página de onde o número saiu.

**Referência** `MERCADO DE ENTREGAS. Índice Nacional de Preços de Entrega — Agosto/2026. https://mercadodeentregas.com.br/indice-de-precos. Acesso em 10/09/2026.`

## Os indicadores apurados por esta metodologia

[Índice Nacional de Preços de Entrega O indicador do setor, mês a mês: preço típico, repasse ao entregador e o número de cada estado.](https://mercadodeentregas.com.br/indice-de-precos) [Quanto custa uma entrega O que se paga por uma entrega rápida no Brasil, o que compõe esse preço e o que o faz subir.](https://mercadodeentregas.com.br/quanto-custa-uma-entrega) [Preço por km de entrega Quanto rende o quilômetro rodado — por faixa de distância, por hora do dia e por região.](https://mercadodeentregas.com.br/preco-por-km) [Quanto ganha um entregador O repasse por corrida, por dia trabalhado e por hora de jornada, com a metodologia aberta.](https://mercadodeentregas.com.br/entregadores/quanto-ganha) [Melhores horários para fazer entregas As 24 horas do dia com ganho e movimento lado a lado — onde os dois se encontram.](https://mercadodeentregas.com.br/entregadores/melhores-horarios) [Empresas de entregas no Brasil Como o setor se organiza, o que os dados mostram sobre ele e como encontrar uma operação perto de você.](https://mercadodeentregas.com.br/empresas-de-entregas) [Boletim de Agosto de 2026 O panorama completo do mês: canais, categorias, jornada do entregador e sazonalidade.](https://mercadodeentregas.com.br/boletim/2026-08)
