O mês mais movimentado — e o Dia das Mães no centro
Dados anonimizados de mais de 50 milhões de entregas processadas pelo Entregas Expressas.
Em maio de 2026, a corrida típica de entrega rápida custou R$ 8,77, dos quais o entregador ficou com R$ 7,34 — cerca de 85% do valor de cada viagem. Foi o mês mais movimentado do período: o Dia do Trabalho abriu o calendário numa sexta-feira e o Dia das Mães puxou o pico, com presentes e almoços disparando na véspera do fim de semana. Todos os números mostram o valor típico do mercado, sobre centenas de milhares de entregas no país.
metade custou entre R$ 7,31 e R$ 11,34
metade entre R$ 2,26 e R$ 5,37 por km
85% do valor, por corrida concluída
da coleta ao destino
O calendário ditou o ritmo — e o Dia das Mães foi o ápice
Maio tem um ritmo próprio, ditado pelo calendário. Tomando um dia comum como referência (100), os dias mais quentes foram a sexta 8 (índice 123,8) e o sábado 9 (índice 123) — a véspera do fim de semana do Dia das Mães (domingo 10), quando presentes e almoços disparam. O dia 30 (índice 123,2) repetiu o padrão de véspera de fim de semana. O mês abriu forte na sexta 1º, o Dia do Trabalho, e o dia mais fraco foi a segunda 4 (índice 80,2), a típica ressaca pós-feriado prolongado.
Cada barra é a variação do volume daquele dia em relação a um dia comum (linha do meio = 0). Para cima = mais movimento; para baixo = menos. A segunda 4 (em laranja) foi o dia mais fraco do mês; as vésperas de fim de semana — sexta 8, sábado 9 e dia 30 — foram as mais quentes.
O quilômetro mais caro é o primeiro
O preço por faixa de distância revela o custo de largada da última milha. Uma corrida de até 2 km custou tipicamente R$ 7,65 — cerca de R$ 7,65 por km. Já uma acima de 10 km saiu por R$ 20,57, ou aproximadamente R$ 1,47 por km. O primeiro quilômetro é mais de 5× mais caro que o décimo: é o preço fixo de tirar um entregador da base.
≈ R$ 7,65/km · 38% das corridas
≈ R$ 2,56/km · 42% das corridas
≈ R$ 1,68/km · 15% das corridas
≈ R$ 1,47/km · 5% das corridas
O mapa de preços do Brasil
Índice de preço da corrida por macrorregião, com 100 = valor típico do país (R$ 8,77). Cada estado é colorido pela sua região: quanto mais azul, mais cara a corrida frente à média nacional. O Sul puxa o preço para cima; o Centro-Oeste tem as corridas mais baratas e rápidas. Curiosidade: o Norte, apesar de barato no total, tem o maior R$/km do país (índice 111) — porque suas corridas são curtas, e o quilômetro curto é sempre o mais caro.
| Macrorregião | Preço típico | vs. país | R$/km |
|---|---|---|---|
| Sudeste | R$ 8,92 | ≈ média | R$ 3,35 |
| Sul | R$ 9,41 | +7% | R$ 3,37 |
| Nordeste | R$ 8,95 | ≈ média | R$ 3,23 |
| Centro-Oeste | R$ 7,23 | -18% | R$ 3,24 |
| Norte | R$ 7,54 | -14% | R$ 3,68 |
As cinco entregas do Brasil
Agregadas por macrorregião, as diferenças ficam nítidas. O Norte e o Centro-Oeste têm as entregas mais rápidas (índices 53 e 79 vs. o país), por causa de distâncias típicas menores. O Sul tende a puxar o preço para cima, mas é onde o entregador divide mais o valor com a operação. Cada região tem sua própria dinâmica de preço, ganho do entregador e divisão do valor.
| Macrorregião | Preço típico | vs. país | R$/km | Ganho entreg. | Fatia empresa | Entrega | Concluídas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Sudeste | R$ 8,92 | ≈ média | R$ 3,35 | R$ 7,62 | 15% | 11,6 min | 88,9% |
| Sul | R$ 9,41 | +7% | R$ 3,37 | R$ 6,99 | 22% | 12,0 min | 96,2% |
| Nordeste | R$ 8,95 | ≈ média | R$ 3,23 | R$ 7,56 | 17% | 12,7 min | 93,7% |
| Centro-Oeste | R$ 7,23 | -18% | R$ 3,24 | R$ 6,67 | 10% | 8,9 min | 93,0% |
| Norte | R$ 7,54 | -14% | R$ 3,68 | R$ 7,27 | 3% | 6,0 min | 91,4% |
Fatia empresa = quanto, de cada corrida, fica com a empresa de entregas que organiza a operação (o restante vai para o entregador). Entrega = tempo típico da coleta ao destino. Índice 100 = valor típico do país.
Para onde vai o valor de cada corrida
De cada corrida paga, a maior parte vai direto para o entregador. No caso típico, ele fica com cerca de 85% do valor — algo como R$ 7,34 de uma corrida típica de R$ 8,77; os outros 15% ficam com a empresa de entregas que organiza a operação — cobre plataforma, suporte, gestão da frota e a margem do negócio dela.
Onde o entregador realmente fatura
Existe um mito de “hora de ouro”: madrugada e início da manhã pagam mais por corrida. É verdade — mas não adianta uma corrida render R$ 11 às 6h se quase ninguém pede nesse horário. O que de fato enche o bolso é onde ganho por corrida e volume de pedidos se encontram. As duas barras abaixo mostram isso lado a lado: a azul é quanto se ganha por corrida; a clara, quanta gente pede naquela hora.
Quando o Brasil pede
A demanda se concentra à noite. A hora de pico — 19h — concentra 11,3% dos pedidos do dia, quase o triplo da hora média. O mapa de calor abaixo cruza dia × hora: o ponto mais quente do mês foi o sábado às 19h.
Cada célula é a fatia daquele dia × hora no volume mensal. As madrugadas concentram naturalmente pouquíssimos pedidos.
A anatomia de uma entrega de 11 minutos
A entrega típica levou 11,3 minutos da coleta ao destino, percorrendo 2,62 km a uma velocidade média de 13,4 km/h (trânsito urbano, com paradas). Há uma cauda longa: as 10% mais demoradas passaram de 37 min. O aceite é quase instantâneo — tipicamente 1,8 min entre o pedido entrar e um entregador assumir, sinal de um mercado com bastante entregador disponível mesmo no mês mais movimentado do período.
Valores típicos sobre entregas concluídas. Distância típica: 2,62 km; 9 em cada 10 entregas até 7,40 km.
A entrega rápida anda sobre duas rodas
A moto é o motor da última milha brasileira: 95,7% das entregas concluídas em maio. A bicicleta aparece um pouco mais alta neste mês, com 4,2% — modesta, mas é o indicador a acompanhar como termômetro da mobilidade ativa. Carro e utilitários somados não chegam a 0,2%.
Metodologia
Dados agregados e anonimizados a partir das operações de empresas de entregas rápidas de todo o Brasil. Esta edição consolida centenas de milhares de entregas realizadas em maio de 2026.
Trabalhamos com o valor típico de cada indicador — aquele que fica no meio do mercado, com metade das corridas abaixo e metade acima. É mais justo que a “média”, porque não se distorce por alguns valores muito altos ou baixos. As comparações por região usam o valor típico do país como referência (100): um índice 120 significa 20% acima da média nacional; 85, 15% abaixo.
Os indicadores descrevem o comportamento do mercado, nunca operações ou clientes individuais. A granularidade geográfica máxima é a macrorregião e o estado — nunca cidade ou empresa específica. Período de referência: 1 a 31 de maio de 2026.