No feriadão de 1º de maio, o Brasil pediu mais
Dados anonimizados de mais de 50 milhões de entregas processadas pelo Entregas Expressas.
Entre 30 de abril e 2 de maio de 2026, a demanda por entregas rápidas subiu 9,9% em relação a um período normal equivalente. Com o Dia do Trabalho caindo numa sexta, o fim de semana prolongado ligou as ruas — e a véspera (quinta) foi o ponto mais alto. Preço da corrida e ganho do entregador ficaram praticamente estáveis.
O feriadão vs. um fim de semana normal
Comparamos os três dias do feriadão com a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores — o jeito mais justo de isolar o efeito do feriado. O resultado: mais corridas, e cada uma valendo praticamente o mesmo.
o feriadão encheu as ruas
R$ 8,76 → R$ 8,77 · estável
R$ 7,33 → R$ 7,40 por corrida
A véspera puxa o pico
Comparando cada dia com o mesmo dia da semana em condições normais, o arco do feriadão sobe inteiro. A quinta (30/abr) foi o ponto mais alto — +16,9% sobre uma quinta comum, gente se abastecendo para o fim de semana prolongado. Na sexta (1º/mai), o próprio Dia do Trabalho, o movimento seguiu acima do normal (+7,6%), e o sábado (2/mai) fechou o feriadão ainda aquecido (+5,7%). Os três dias rodaram mais que o habitual.
Cada dia do feriadão comparado com a média do mesmo dia da semana nas quatro semanas anteriores (linha do meio = dia da semana normal). Para cima = mais movimento; para baixo = menos.
À noite, o feriadão pede em casa
Com a folga prolongada, o ritmo do dia jogou o movimento para a noite. O pico foi às 20h, concentrando 11,9% dos pedidos — jantares e pedidos de fim de noite, com as famílias reunidas em casa aproveitando o descanso.
Distribuição percentual dos pedidos por hora do dia (30 de abril a 2 de maio). No feriadão, a noite concentrou o movimento.
Onde o entregador realmente faturou no feriadão
Algumas horas pagam mais por corrida — mas só compensam se houver pedidos. O que enche o bolso é onde ganho por corrida e volume se encontram. As duas barras mostram isso lado a lado: a azul é quanto se ganhou por corrida; a clara, quanta gente pediu naquela hora.
O feriadão pelo Brasil
Índice de preço da corrida por macrorregião no feriadão, com 100 = valor típico do país (R$ 8,77). O Sul liderou as corridas mais caras, com Sudeste e Nordeste logo acima da média; o Centro-Oeste, com distâncias menores, manteve as corridas mais baratas e rápidas mesmo no feriado.
| Macrorregião | Preço típico | vs. país | Ganho entreg. | Entrega |
|---|---|---|---|---|
| Sudeste | R$ 8,94 | ≈ média | R$ 7,65 | 11,3 min |
| Sul | R$ 9,35 | +7% | R$ 7,11 | 12,0 min |
| Nordeste | R$ 8,94 | ≈ média | R$ 7,58 | 12,7 min |
| Centro-Oeste | R$ 7,33 | -16% | R$ 6,71 | 8,7 min |
| Norte | R$ 7,83 | -11% | R$ 7,38 | 6,9 min |
Para onde foi o valor de cada corrida
Mesmo no feriado, a divisão se mantém: a maior parte de cada corrida vai para o entregador (cerca de 85%), e os 15% restantes ficam com a empresa de entregas que organiza a operação.
Continue explorando
Veja o mês completo e outras datas do período no Painel do Mercado de Entregas Rápidas.
Metodologia
Dados agregados e anonimizados a partir das operações de empresas de entregas rápidas de todo o Brasil, no período de 30 de abril a 2 de maio de 2026. As comparações com um “período normal” usam a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores ao feriado.
Trabalhamos com o valor típico de cada indicador — o ponto em que metade das corridas fica abaixo e metade acima. As comparações por região usam o valor típico do país como referência (100): um índice 120 significa 20% acima da média nacional; 85, 15% abaixo.
Os indicadores descrevem o comportamento do mercado, nunca operações ou clientes individuais. A granularidade geográfica máxima é a macrorregião e o estado — nunca cidade ou empresa específica.