Na capital, o pedido cancela três vezes mais que no interior
Dados anonimizados de mais de 50 milhões de entregas processadas pelo Entregas Expressas.
Capital e interior cobram o mesmo preço pela corrida — mas vivem mercados opostos. Na capital, 73% dos pedidos de setembro vieram de marketplace, o entregador levou 10 minutos para aceitar e 16,4% dos pedidos foram cancelados. No interior, 58% nascem direto no balcão, o aceite sai em 2 minutos e só 5,1% cancelam. No país inteiro, o pedido direto continua sendo maioria: 54,0%. A corrida típica custou R$ 8,83, o entregador levou R$ 7,43 por corrida — e, no dia em que trabalhou, R$ 61,53. E o feriadão de 7 de Setembro fez da sexta e do sábado da Independência os dois dias mais fortes do mês.
metade custou entre R$ 7,49 e R$ 11,44
metade entre R$ 2,29 e R$ 5,36 por km
83% do valor, por corrida concluída
da coleta ao destino
Por onde o pedido entra
Todo pedido de entrega rápida chega à operação por algum caminho: pelo aplicativo de um marketplace, pelo sistema de gestão do restaurante, pelo cardápio digital da própria loja, por um hub que junta vários canais — ou por ninguém, digitado no balcão. Essa é a camada que decide quem controla a demanda do comércio brasileiro, e é a primeira vez que ela aparece medida.
Participação de cada tipo de canal no total de pedidos de setembro de 2026.
O pedido muda conforme a porta por onde entra
Não é só uma questão de quem manda o pedido: o pedido em si é diferente. O que vem de cardápio digital próprio percorre 1,5× a distância típica do país, demora 1,3× o tempo para ser entregue e cancela 13,2% das vezes. O que vem de hub logístico — demanda de entrega revendida por terceiros — leva 1,5× o tempo de uma entrega comum. No outro extremo, pedido direto e sistema de gestão são os que menos cancelam: menos de 1 em cada 20.
| Canal | Fatia | Preço típico | vs. país | Ganho entreg. | Distância | Entrega | vs. país | Cancelamento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Direto | 54,00% | R$ 8,43 | -5% | R$ 6,92 | 2,57 km | 10,8 min | -3% | 4,0% |
| Marketplace | 37,19% | R$ 9,26 | +5% | R$ 7,87 | 2,64 km | 11,0 min | ≈ média | 8,8% |
| Cardápio próprio | 3,73% | R$ 9,87 | +12% | R$ 8,26 | 3,99 km | 14,8 min | +33% | 13,2% |
| Sistema de gestão | 3,40% | R$ 8,90 | ≈ média | R$ 7,39 | 3,05 km | 14,2 min | +28% | 3,9% |
| Hub de pedidos | 1,43% | R$ 9,63 | +9% | R$ 8,38 | 3,60 km | 12,1 min | +9% | 13,0% |
| Hub logístico | 0,18% | R$ 8,44 | -4% | R$ 6,79 | 3,14 km | 16,4 min | +48% | 8,4% |
Valores típicos de setembro de 2026. “vs. país” compara com o valor típico nacional (100 = igual à média do país). Cancelamento = fatia dos pedidos daquele canal que não chegaram ao destino.
Cada canal tem o seu relógio
A curva abaixo mostra como o dia de cada canal é distribuído — cada linha soma 100% dentro do próprio canal. O sistema de gestão é o canal do almoço: 25% dos pedidos dele acontecem só entre 11h e 13h. O cardápio próprio é o oposto — é o canal do jantar, com mais da metade do movimento concentrada entre 18h e 21h. E o pedido direto é o único que se espalha: ele trabalha o dia inteiro, das 8h às 21h, sem um pico que domine.
Os softwares que movimentam o mercado
Duas colunas contam histórias diferentes: fatia dos pedidos mede volume; presença mede quantas operações de entrega têm aquele canal ligado. O Anota AI é o exemplo perfeito da diferença — está presente em 16,3% das operações, bem mais que o Saipos (9,6%), mas traz menos pedidos que ele. É software de cauda longa: muitos lojistas pequenos, poucos pedidos cada.
| Canal | Tipo | Fatia dos pedidos | Presença nas operações | Preço vs. país | Entrega vs. país | Cancelamento |
|---|---|---|---|---|---|---|
| iFood | Marketplace | 33,15% | 39,2% | +4% | ≈ média | 9,1% |
| Saipos | Sistema de gestão | 2,82% | 9,6% | ≈ média | +21% | 3,8% |
| 99Food | Marketplace | 2,10% | 4,8% | +3% | -6% | 9,3% |
| Anota AI | Cardápio próprio | 1,88% | 16,3% | +7% | +31% | 9,4% |
| Zé Delivery | Marketplace | 1,72% | 1,4% | +22% | -10% | 3,1% |
| Cardápio Web | Cardápio próprio | 1,36% | 10,0% | +19% | +39% | 18,4% |
| Brendi | Hub de pedidos | 0,64% | 10,5% | +7% | +20% | 14,3% |
| Open Delivery | Hub de pedidos | 0,44% | 6,7% | +12% | -12% | 11,4% |
| Multipedidos | Hub de pedidos | 0,35% | 3,3% | +3% | +20% | 12,5% |
| InstaDelivery | Cardápio próprio | 0,28% | 9,6% | +18% | +13% | 16,6% |
Dois Brasis: a capital do aplicativo, o interior do balcão
Aqui está a história da edição. Capital e interior cobram praticamente o mesmo preço pela corrida (R$ 8,76 e R$ 8,85) — mas o pedido chega por caminhos opostos. Na capital, o marketplace responde por 72,5% dos pedidos: 2,0× o peso que ele tem no país. No interior, quem manda é o pedido direto, com 58,0%. O mesmo serviço, o mesmo preço, duas economias diferentes.
O segundo número é quanto aquele canal pesa ali em relação ao país (1,0× = igual à média nacional).
O segundo número é quanto aquele canal pesa ali em relação ao país (1,0× = igual à média nacional).
O que está sendo entregue
Entrega rápida não é só comida — mas comida é a maior parte. A partir do que é possível identificar em cada pedido, 53,1% das entregas de setembro foram de alimentação preparada. Depois dela vêm documentos, farmácia e encomendas. Em cerca de um terço dos pedidos não há informação suficiente para dizer o tipo de comércio — e, como se vê adiante, esse grupo tem cara própria.
| Tipo de entrega | Fatia | Preço típico | vs. país | Distância | vs. país | Entrega | Hora de pico |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Alimentação preparada | 53,10% | R$ 8,84 | ≈ média | 2,58 km | -3% | 10,6 min | 19h |
| Sem tipo identificado | 33,29% | R$ 8,73 | ≈ média | 2,70 km | ≈ média | 11,7 min | 20h |
| Documentos | 6,60% | R$ 8,85 | ≈ média | 2,98 km | +12% | 14,7 min | 20h |
| Farmácia e saúde | 2,27% | R$ 7,67 | -13% | 1,88 km | -29% | 9,1 min | 11h |
| Encomendas e e-commerce | 2,22% | R$ 8,86 | ≈ média | 3,39 km | +28% | 12,3 min | 10h |
| Bebidas e conveniência | 1,79% | R$ 10,77 | +22% | 2,92 km | +10% | 10,1 min | 19h |
| Varejo e moda | 0,71% | R$ 9,50 | +8% | 2,99 km | +13% | 11,3 min | 11h |
Cada tipo de entrega tem o seu horário
É aqui que a diferença entre os ramos fica evidente. O varejo é um negócio de manhã e de tarde: forte das 10h às 16h, e praticamente nada depois das 18h. A farmácia é o oposto de um pico — ela é uma linha quase reta das 9h às 18h, porque remédio se pede a qualquer hora. As encomendas seguem o horário comercial, já fortes a partir das 9h. E a alimentação tem os dois picos clássicos, almoço e jantar, com o jantar mandando.
Quem traz o quê
Os canais não são intercambiáveis: cada um carrega um tipo de comércio. O marketplace é quase monotemático — 95,0% do que ele traz é comida. Já o pedido direto é o canal diverso do país: é por ele que passam documentos, farmácia e encomendas, categorias que praticamente não existem nos aplicativos.
O quilômetro mais caro é o primeiro
O preço por faixa de distância revela o custo de largada da última milha. Uma corrida de até 2 km custou tipicamente R$ 7,83 — cerca de R$ 7,83 por km. Já uma acima de 10 km saiu por R$ 19,50, ou aproximadamente R$ 1,39 por km. O primeiro quilômetro é mais de 5× mais caro que o décimo: é o preço fixo de tirar um entregador da base.
≈ R$ 7,83/km · 37% das corridas
≈ R$ 2,58/km · 43% das corridas
≈ R$ 1,67/km · 15% das corridas
≈ R$ 1,39/km · 5% das corridas
Quanto o frete pesa no que está sendo entregue
Uma entrega de R$ 8,83 é cara ou barata? Depende do que vai dentro da sacola. Nos pedidos em que o valor da compra é informado, a mercadoria típica transportada valia R$ 52,10 — e o frete representou 19% desse valor. Metade das compras ficou entre R$ 31,84 e R$ 90,07.
O valor da compra é informado em parte dos pedidos, e varia por ramo — por isso comparamos o peso do frete, que é uma proporção dentro do mesmo pedido, e não o valor absoluto da sacola entre categorias diferentes.
O mapa do canal: cinco Brasis
Este mês o mapa não é de preço — é de quem controla a demanda. Quanto mais escuro, mais o pedido nasce direto na operação, sem intermediário. O Norte é o extremo: 93,2% dos pedidos entram direto (1,7× o peso do país) e o marketplace é praticamente ausente. O Nordeste é o oposto — a única região do Brasil onde o marketplace domina, com 51,6%.
| Macrorregião | Pedido direto | Marketplace | O mercado é |
|---|---|---|---|
| Sudeste | 51,0% | 43,4% | disputado |
| Sul | 61,6% | 26,9% | concentrado |
| Nordeste | 30,6% | 51,6% | disputado |
| Centro-Oeste | 69,1% | 22,9% | concentrado |
| Norte | 93,2% | 1,9% | praticamente sem concorrência |
O que cada região tem a mais que o país
Comparar a composição de cada região com a do Brasil revela especializações que a média nacional apaga. Um valor de 2,0× significa que aquele canal ou tipo de entrega pesa o dobro ali do que pesa no país.
A região mais equilibrada entre balcão e aplicativo — e a única em que bebidas viram um mercado próprio, com peso duas vezes o nacional, empurrado pelo Zé Delivery.
O território do software de gestão: ele pesa o dobro do país, puxado pelo Saipos, que responde por 12% dos pedidos da região. É também onde a corrida é a mais cara do Brasil, onde a empresa de entregas fica com a maior fatia do valor e onde o varejo (roupa, presente, loja) pesa quase quatro vezes a média.
Segue sendo a exceção do país: a única região em que o pedido de aplicativo supera o pedido de balcão. E é onde o sistema de gestão do comércio pesa mais — quase o triplo da média nacional, com o Saipos sozinho respondendo por 13% dos pedidos da região. O preço disso é o tempo: é a região em que o entregador mais demora a aceitar e a entrega mais demora a chegar.
A farmácia é a marca da região: pesa quase três vezes o que pesa no país, e os documentos também ficam acima da média. É o retrato de uma operação de entrega que serve o comércio de rua e os escritórios, não só o restaurante — e que fatura mais de 8 em cada 10 entregas.
O mercado menos intermediado do Brasil: mais de 9 em cada 10 pedidos entram direto, e o marketplace é residual. É também onde a corrida é a mais barata e a mais rápida do país.
Os multiplicadores comparam a composição de cada região com a do país (1,0× = igual à média nacional). Não medem tamanho de mercado nem volume de pedidos.
Retrato estado a estado
Dentro de cada região as diferenças persistem. Santa Catarina teve de novo a corrida mais cara do país (R$ 12,53, 1,4× o valor típico nacional) e o maior ganho por corrida para o entregador. Minas Gerais puxa para baixo com R$ 7,42 — mas é onde a corrida é a mais curta (1,78 km), o que faz do seu R$/km o mais alto da tabela. Rondônia tem a corrida mais barata entre os estados publicados, e Mato Grosso do Sul, a entrega mais rápida. Na outra ponta, a Paraíba combina corrida longa e a entrega mais demorada da lista.
| UF | Região | Preço típico | vs. país | R$/km | Ganho entreg. | Distância | Entrega |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| SP | Sudeste | R$ 9,73 | +10% | R$ 3,14 | R$ 8,35 | 3,16 km | 12,0 min |
| RJ | Sudeste | R$ 8,89 | ≈ média | R$ 3,53 | R$ 7,58 | 2,59 km | 9,8 min |
| MG | Sudeste | R$ 7,42 | -16% | R$ 4,13 | R$ 6,20 | 1,78 km | 10,9 min |
| ES | Sudeste | R$ 8,77 | ≈ média | R$ 4,29 | R$ 7,70 | 2,10 km | 7,4 min |
| SC | Sul | R$ 12,53 | +42% | R$ 3,73 | R$ 9,93 | 3,43 km | 10,5 min |
| RS | Sul | R$ 9,82 | +11% | R$ 3,76 | R$ 7,95 | 2,35 km | 9,6 min |
| PR | Sul | R$ 9,23 | +5% | R$ 3,42 | R$ 6,78 | 2,64 km | 11,8 min |
| PB | Nordeste | R$ 11,73 | +33% | R$ 2,43 | R$ 9,10 | 4,73 km | 26,4 min |
| PE | Nordeste | R$ 9,15 | +4% | R$ 2,91 | R$ 7,70 | 3,34 km | 15,4 min |
| BA | Nordeste | R$ 8,44 | -4% | R$ 3,42 | R$ 6,74 | 2,50 km | 10,7 min |
| CE | Nordeste | R$ 8,13 | -8% | R$ 3,43 | R$ 7,28 | 2,30 km | 12,5 min |
| AL | Nordeste | R$ 8,12 | -8% | R$ 2,60 | R$ 6,75 | 3,24 km | 14,0 min |
| MT | Centro-Oeste | R$ 8,59 | -3% | R$ 2,83 | R$ 7,10 | 2,93 km | 17,2 min |
| GO | Centro-Oeste | R$ 8,17 | -7% | R$ 3,63 | R$ 6,81 | 1,97 km | 7,3 min |
| MS | Centro-Oeste | R$ 7,40 | -16% | R$ 3,76 | R$ 6,65 | 2,05 km | 6,4 min |
| PA | Norte | R$ 11,06 | +25% | R$ 3,65 | R$ 9,22 | 2,94 km | 10,4 min |
| RO | Norte | R$ 6,84 | -23% | R$ 3,04 | R$ 6,59 | 2,21 km | 7,2 min |
Valores típicos de setembro de 2026. A granularidade geográfica máxima publicada é o estado.
O dia de trabalho de quem entrega
Todo mês este boletim publica quanto rende uma corrida. Mas ninguém vive de uma corrida — vive de um dia. Por isso medimos também o dia inteiro: no dia em que trabalhou, o entregador típico fez 7,7 entregas ao longo de 5,2 horas e levou para casa R$ 61,53 — cerca de R$ 17,05 por hora rodada.
metade fez entre 3,7 e 14,0
da primeira à última entrega
metade entre R$ 27,90 e R$ 114,24
as 10% melhores passaram de R$ 35,38/h
A distância entre o dia fraco e o dia cheio
A dispersão é enorme, e é ela que define o negócio: o dia do quarto inferior rende R$ 27,90; o do quarto superior, R$ 114,24 — mais de 4×. E os 10% de dias mais cheios passaram de R$ 184,93, com mais de 22 entregas.
| Tipo de dia | Entregas | Jornada | Ganho no dia | Por hora |
|---|---|---|---|---|
| Dia fraco 1 em cada 4 dias fica abaixo disso |
3,7 | 2,9 h | R$ 27,90 | R$ 10,50/h |
| Dia típico o dia do meio do mercado |
7,7 | 5,2 h | R$ 61,53 | R$ 17,05/h |
| Dia cheio 1 em cada 4 dias fica acima disso |
14,0 | 9,3 h | R$ 114,24 | R$ 24,88/h |
| Dia excepcional só 1 em cada 10 dias chega lá |
22,0 | 12,3 h | R$ 184,93 | R$ 35,38/h |
A jornada considera o intervalo entre a primeira e a última entrega concluída no dia — é o tempo em que o entregador esteve efetivamente rodando, e não inclui a espera antes do primeiro pedido.
Para onde vai o valor de cada corrida
De cada corrida paga, a maior parte vai direto para o entregador. No caso típico, ele fica com cerca de 83% do valor — R$ 7,43 de uma corrida típica de R$ 8,83; os outros 17% ficam com a empresa de entregas que organiza a operação.
Como a entrega é cobrada do comércio
Não confunda com o consumidor pagando a compra na porta: o que se mede aqui é o acerto entre a empresa de entregas e o comércio que a contratou. E ele é quase todo a prazo — 66,8% das entregas são faturadas, fechadas depois, e outros 26,5% saem de uma carteira pré-paga que o lojista abastece. Cobrança na hora, em dinheiro ou cartão, é minoria absoluta.
Quando o Brasil pede
A demanda se concentra à noite. A hora de pico — 20h — concentra 11,5% dos pedidos do dia, quase o triplo da hora média. Há um segundo repique no almoço (11h–13h), menor que o do jantar. O mapa de calor abaixo cruza dia × hora: o ponto mais quente do mês foi o sábado à noite (20h), colado na sexta no mesmo horário.
O mapa de calor da semana
| 00 | 01 | 02 | 03 | 04 | 05 | 06 | 07 | 08 | 09 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Dom | ||||||||||||||||||||||||
| Seg | ||||||||||||||||||||||||
| Ter | ||||||||||||||||||||||||
| Qua | ||||||||||||||||||||||||
| Qui | ||||||||||||||||||||||||
| Sex | ||||||||||||||||||||||||
| Sáb |
Quanto mais escuro, maior a fatia do movimento do mês naquela combinação de dia e hora.
O ritmo da semana, corrigido pelo calendário
Setembro de 2026 começou numa terça e teve cinco terças e cinco quartas, mas só quatro de cada um dos outros dias. Comparar a fatia bruta faria a terça parecer mais forte do que é só por ter aparecido uma vez a mais. Corrigido pelo número de vezes que cada dia caiu no mês, o ranking real mostra sábado e sexta no topo, com folga, e a segunda-feira atrás de todos — mesmo tendo o feriado de 7 de Setembro entre elas.
Movimento de cada dia da semana comparado a um dia comum (100 = dia médio do mês).
O mês dia a dia — e o feriadão da Independência
Em 2026, o 7 de Setembro caiu numa segunda-feira e formou um feriadão de sexta a segunda. E ele aparece com clareza no calendário: a sexta, dia 4, teve índice 128 e o sábado, dia 5, 129 — os dois dias mais fortes do mês, bem acima das outras sextas (112, em média) e dos outros sábados (115). O feriado em si, a segunda, dia 7, ficou em 104: não teve cara de segunda-feira — que no resto do mês ficou em 80 —, e sim de domingo (104 nos domingos comuns). Fora do feriadão, setembro foi o metrônomo de sempre: vales às segundas e picos nas sextas e sábados.
Onde o entregador realmente fatura
Existe um mito de “hora de ouro”: madrugada e início da manhã pagam mais por corrida. É verdade — mas não adianta uma corrida render mais às 9h se o volume ali é uma fração do da noite. O que enche o bolso é onde ganho por corrida e volume de pedidos se encontram.
A anatomia de uma entrega de 11 minutos
A entrega típica levou 11,1 minutos da coleta ao destino, percorrendo 2,65 km a uma velocidade média de 14,0 km/h (trânsito urbano, com paradas). O aceite é quase instantâneo — 2,4 min entre o pedido entrar e um entregador assumir. Há sempre uma cauda longa: as 10% mais demoradas passaram de 36 min.
Como a rota é montada
Das corridas do mês, 90,4% chegaram ao destino. Distância típica: 2,65 km; 9 em cada 10 entregas até 7,25 km.
A entrega rápida anda sobre duas rodas
A moto é o motor da última milha brasileira: 95,9% das entregas concluídas em setembro. A bicicleta responde por 3,87% — modesta, mas é o termômetro da mobilidade ativa. Carro e utilitários somados não chegam a 0,2%.
Continue explorando
O preço típico da corrida estado a estado, atualizado com os dados de setembro. →
O mês em que medimos pela primeira vez por onde o pedido entra — e o especial sobre por que as entregas falham. →
Boletins mensais, especiais de feriado e previsões — a série completa do mercado. →
Metodologia
Dados agregados e anonimizados a partir das operações de empresas de entregas rápidas de todo o Brasil. Esta edição consolida centenas de milhares de entregas realizadas em setembro de 2026.
Trabalhamos com o valor típico de cada indicador — aquele que fica no meio do mercado, com metade das corridas abaixo e metade acima. É mais justo que a “média”, porque não se distorce por alguns valores muito altos ou baixos. As comparações por região usam o valor típico do país como referência (100): um índice 120 significa 20% acima da média nacional; 85, 15% abaixo. Quando comparamos a composição de uma região com a do país (por exemplo, quanto o marketplace pesa ali), o resultado aparece como multiplicador: 1,4× quer dizer 40% mais presente que a média nacional.
A origem de cada pedido vem do sistema por onde ele entrou na operação. O tipo de comércio é identificado a partir do que cada operação registra no pedido e do canal por onde ele chegou. A jornada do entregador considera o intervalo entre a primeira e a última entrega concluída no dia. O peso do frete sobre a mercadoria é calculado nos pedidos em que o valor da compra é informado.
Os indicadores descrevem o comportamento do mercado, nunca operações ou clientes individuais. A granularidade geográfica máxima é a macrorregião e o estado — nunca cidade ou empresa específica. Período de referência: 1 a 30 de setembro de 2026.