No Carnaval, o Brasil não parou de pedir
Dados anonimizados de mais de 50 milhões de entregas processadas pelo Entregas Expressas.
Entre 13 e 18 de fevereiro de 2026, a demanda por entregas rápidas subiu 4,5% em relação a um período normal equivalente. O feriado mais festivo do país não derrubou o delivery — pelo contrário: enquanto o fim de semana cedeu um pouco às ruas, foi a segunda e a terça de folia que encheram os pedidos em casa. Um mercado que, na contramão do imaginário, fica levemente mais aquecido no Carnaval.
Carnaval vs. uma semana normal
Comparamos os seis dias do Carnaval com a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores — o jeito mais justo de isolar o efeito do feriado. O resultado: um pouco mais de corridas, com preço e ganho praticamente no mesmo patamar de sempre.
o delivery aquece na folia
R$ 8,56 → R$ 8,61
R$ 7,29 → R$ 7,32 por corrida
O fim de semana sai de casa, a segunda e a terça voltam
Comparando cada dia com o mesmo dia da semana em condições normais, o Carnaval revela um arco misto. A sexta (13) já começa quente (+11%), véspera do feriado prolongado. No sábado (14) e no domingo (15) o movimento cede um pouco (−4% e −5%) — é a folia na rua, o pessoal viajando. Mas o ponto alto chega na segunda (16), com +19%, e na terça de Carnaval (17), com +9%: muita gente em casa, descansando da festa e pedindo entrega. A Quarta de Cinzas (18) fecha o ciclo voltando exatamente ao normal.
Cada dia do Carnaval comparado com a média do mesmo dia da semana nas quatro semanas anteriores (linha do meio = dia da semana normal). Para cima = mais movimento; para baixo = menos.
No Carnaval, o pico é à noite — depois da folia
O ritmo do dia mantém o desenho clássico do delivery, mas com a noite ainda mais forte. O pico foi às 20h, concentrando 12,0% dos pedidos — a hora em que a galera volta do bloco, da praia ou da viagem e resolve o jantar em casa. A curva sobe firme do início da noite e só desacelera depois das 22h.
Distribuição percentual dos pedidos por hora do dia (13 a 18 de fevereiro). O pico do Carnaval foi à noite, com o jantar em casa depois da folia.
Onde o entregador realmente faturou no Carnaval
Algumas horas pagam mais por corrida — mas só compensam se houver pedidos. O que enche o bolso é onde ganho por corrida e volume se encontram. As duas barras mostram isso lado a lado: a azul é quanto se ganhou por corrida; a clara, quanta gente pediu naquela hora.
O Carnaval pelo Brasil
Índice de preço da corrida por macrorregião no Carnaval, com 100 = valor típico do país (R$ 8,61). Nordeste e Sudeste ficaram acima da média nacional; o Centro-Oeste, com distâncias menores, manteve as corridas mais baratas e rápidas mesmo na folia. O Norte cobre as maiores distâncias por corrida e, por isso, o melhor rendimento por quilômetro rodado.
| Macrorregião | Preço típico | vs. país | Ganho entreg. | Entrega |
|---|---|---|---|---|
| Sudeste | R$ 8,84 | +3% | R$ 7,59 | 11,3 min |
| Sul | R$ 8,76 | ≈ média | R$ 6,93 | 12,1 min |
| Centro-Oeste | R$ 7,26 | -16% | R$ 6,58 | 7,7 min |
| Nordeste | R$ 8,94 | +4% | R$ 7,67 | 10,7 min |
| Norte | R$ 7,55 | -12% | R$ 7,35 | 4,8 min |
Para onde foi o valor de cada corrida
Mesmo no feriado, a divisão se mantém: a maior parte de cada corrida vai para o entregador (cerca de 86%), e os 14% restantes ficam com a empresa de entregas que organiza a operação.
Continue explorando
Veja o mês completo e outras datas do período no Painel do Mercado de Entregas Rápidas.
Metodologia
Dados agregados e anonimizados a partir das operações de empresas de entregas rápidas de todo o Brasil, no período de 13 a 18 de fevereiro de 2026. As comparações com um “período normal” usam a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores ao feriado.
Trabalhamos com o valor típico de cada indicador — o ponto em que metade das corridas fica abaixo e metade acima. As comparações por região usam o valor típico do país como referência (100): um índice 120 significa 20% acima da média nacional; 85, 15% abaixo.
Os indicadores descrevem o comportamento do mercado, nunca operações ou clientes individuais. A granularidade geográfica máxima é a macrorregião e o estado — nunca cidade ou empresa específica.