Na ponte de Corpus Christi, o Brasil pediu mais
Dados anonimizados de mais de 50 milhões de entregas processadas pelo Entregas Expressas.
Entre 3 e 5 de junho de 2026, a demanda por entregas rápidas subiu 14,7% em relação a um período normal equivalente. Com Corpus Christi caindo numa quinta e a sexta virando emenda, formou-se uma folga de quatro dias — e a véspera (quarta) foi o ponto mais alto. Preço da corrida e ganho do entregador ficaram praticamente estáveis.
A ponte vs. um período normal
Comparamos os três dias da ponte com a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores — o jeito mais justo de isolar o efeito do feriado. O resultado: muito mais corridas, e cada uma valendo praticamente o mesmo.
a ponte encheu as ruas
R$ 8,74 → R$ 8,78 · estável
R$ 7,29 → R$ 7,35 por corrida
A véspera disparou
Comparando cada dia com o mesmo dia da semana em condições normais, o arco da ponte sobe inteiro. A quarta (3/jun), véspera do feriado, foi disparada o ponto mais alto — +28,2% sobre uma quarta comum, gente se abastecendo antes da folga prolongada. Na quinta (4/jun), o próprio Corpus Christi, o movimento seguiu bem acima do normal (+14,8%), e a sexta (5/jun) de emenda fechou a ponte ainda no positivo (+3,9%). Os três dias rodaram mais que o habitual.
Cada dia da ponte comparado com a média do mesmo dia da semana nas quatro semanas anteriores (linha do meio = dia da semana normal). Para cima = mais movimento; para baixo = menos.
À noite, a ponte pede em casa
Com a folga prolongada, o ritmo do dia jogou o movimento para a noite. O pico foi às 20h, concentrando 11,8% dos pedidos — jantares e pedidos de fim de noite, com as famílias reunidas em casa aproveitando o descanso.
Distribuição percentual dos pedidos por hora do dia (3 a 5 de junho). Na ponte, a noite concentrou o movimento.
Onde o entregador realmente faturou na ponte
Algumas horas pagam mais por corrida — mas só compensam se houver pedidos. O que enche o bolso é onde ganho por corrida e volume se encontram. As duas barras mostram isso lado a lado: a azul é quanto se ganhou por corrida; a clara, quanta gente pediu naquela hora.
A ponte pelo Brasil
Índice de preço da corrida por macrorregião na ponte, com 100 = valor típico do país (R$ 8,78). O Sul liderou as corridas mais caras, com o Sudeste logo acima da média e o Nordeste bem na média nacional; o Centro-Oeste, com distâncias menores, manteve as corridas mais baratas e rápidas mesmo no feriado.
| Macrorregião | Preço típico | vs. país | Ganho entreg. | Entrega |
|---|---|---|---|---|
| Sudeste | R$ 9,03 | +3% | R$ 7,68 | 11,5 min |
| Sul | R$ 9,48 | +8% | R$ 7,11 | 11,4 min |
| Nordeste | R$ 8,79 | ≈ média | R$ 7,45 | 13,0 min |
| Centro-Oeste | R$ 7,39 | -16% | R$ 6,66 | 9,5 min |
| Norte | R$ 7,51 | -14% | R$ 7,27 | 5,8 min |
Para onde foi o valor de cada corrida
Mesmo no feriado, a divisão se mantém: a maior parte de cada corrida vai para o entregador (cerca de 85%), e os 15% restantes ficam com a empresa de entregas que organiza a operação.
Continue explorando
Veja o mês mais recente e o panorama completo no Painel do Mercado de Entregas Rápidas.
Metodologia
Dados agregados e anonimizados a partir das operações de empresas de entregas rápidas de todo o Brasil, no período de 3 a 5 de junho de 2026. As comparações com um “período normal” usam a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores ao feriado.
Trabalhamos com o valor típico de cada indicador — o ponto em que metade das corridas fica abaixo e metade acima. As comparações por região usam o valor típico do país como referência (100): um índice 120 significa 20% acima da média nacional; 85, 15% abaixo.
Os indicadores descrevem o comportamento do mercado, nunca operações ou clientes individuais. A granularidade geográfica máxima é a macrorregião e o estado — nunca cidade ou empresa específica.