No Dia do Consumidor, o Brasil pediu mais
Dados anonimizados de mais de 50 milhões de entregas processadas pelo Entregas Expressas.
Entre 14 e 15 de março de 2026, a demanda por entregas rápidas subiu 12,2% em relação a um fim de semana normal equivalente. A "Black Friday do primeiro semestre" aqueceu as ruas — e o melhor: com preço da corrida e ganho do entregador praticamente estáveis. Mais volume, sem espremer o valor de cada viagem.
Dia do Consumidor vs. um fim de semana normal
Comparamos os dois dias do Dia do Consumidor com a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores — o jeito mais justo de isolar o efeito da campanha. O resultado: mais corridas, com o preço e o ganho do entregador firmes no mesmo patamar de sempre.
a campanha aquece as ruas
R$ 8,66 → R$ 8,69
R$ 7,43 → R$ 7,50 por corrida
Os dois dias acima do normal — o sábado puxou
Comparando cada dia com o mesmo dia da semana em condições normais, o efeito da campanha aparece nos dois dias. O sábado (14) liderou o movimento — +13,6% em relação a um sábado comum, com o varejo no auge das ofertas. No domingo (15) a demanda seguiu aquecida, +10,7% acima de um domingo normal — o consumidor aproveitando as últimas horas da campanha.
Cada dia do Dia do Consumidor comparado com a média do mesmo dia da semana nas quatro semanas anteriores (linha do meio = dia da semana normal). Para cima = mais movimento; para baixo = menos.
O pico foi no início da noite, às 19h
A campanha empurrou a demanda para o começo da noite. O pico foi às 19h, concentrando 12,7% dos pedidos — uma das maiores concentrações horárias do ano. As 20h vieram quase coladas, formando um bloco intenso no início da noite: é a hora em que o consumidor fecha as compras do dia e a entrega sai para a rua.
Distribuição percentual dos pedidos por hora do dia (14 e 15 de março). O pico do Dia do Consumidor foi no início da noite, em torno das 19h–20h.
Onde o entregador realmente faturou na campanha
Algumas horas pagam mais por corrida — mas só compensam se houver pedidos. O que enche o bolso é onde ganho por corrida e volume se encontram. As duas barras mostram isso lado a lado: a azul é quanto se ganhou por corrida; a clara, quanta gente pediu naquela hora.
O Dia do Consumidor pelo Brasil
Índice de preço da corrida por macrorregião na campanha, com 100 = valor típico do país (R$ 8,69). O Sul e o Sudeste ficaram acima da média; o Centro-Oeste, com distâncias menores, manteve as corridas mais baratas e rápidas mesmo no fim de semana aquecido.
| Macrorregião | Preço típico | vs. país | Ganho entreg. | Entrega |
|---|---|---|---|---|
| Sudeste | R$ 8,90 | ≈ média | R$ 7,75 | 12,0 min |
| Sul | R$ 9,15 | +5% | R$ 7,00 | 12,1 min |
| Nordeste | R$ 8,68 | ≈ média | R$ 7,46 | 12,4 min |
| Centro-Oeste | R$ 7,37 | -15% | R$ 6,78 | 10,6 min |
| Norte | R$ 7,90 | -9% | R$ 7,41 | 6,4 min |
Para onde foi o valor de cada corrida
Mesmo com a campanha aquecendo o volume, a divisão se mantém: a maior parte de cada corrida vai para o entregador (cerca de 86%), e os 14% restantes ficam com a empresa de entregas que organiza a operação.
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Veja o mês completo e outras datas do período no Painel do Mercado de Entregas Rápidas.
Metodologia
Dados agregados e anonimizados a partir das operações de empresas de entregas rápidas de todo o Brasil, no período de 14 e 15 de março de 2026. As comparações com um “fim de semana normal” usam a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores à campanha.
Trabalhamos com o valor típico de cada indicador — o ponto em que metade das corridas fica abaixo e metade acima. As comparações por região usam o valor típico do país como referência (100): um índice 120 significa 20% acima da média nacional; 85, 15% abaixo.
Os indicadores descrevem o comportamento do mercado, nunca operações ou clientes individuais. A granularidade geográfica máxima é a macrorregião e o estado — nunca cidade ou empresa específica.