Na Páscoa, a quinta lotou — e a corrida ficou mais cara
Dados anonimizados de mais de 50 milhões de entregas processadas pelo Entregas Expressas.
Entre 2 e 5 de abril de 2026, a entrega rápida viveu dois mundos. A quinta da véspera disparou +26% — o corre-corre de quem se abastecia antes do feriadão. Já a Sexta-Santa e o domingo de Páscoa esvaziaram as ruas. No saldo, a demanda caiu de leve (−2%), mas o preço da corrida subiu mais do que em qualquer outro feriado do período: foi o maior prêmio de preço da temporada.
Páscoa vs. um período normal
Comparamos os quatro dias do feriado com a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores — o jeito mais justo de isolar o efeito da Páscoa. O resultado: praticamente o mesmo volume no agregado, porém cada corrida saiu mais cara e o entregador ganhou mais por viagem.
a quinta lota, o feriado religioso esvazia
R$ 8,68 → R$ 8,92 · o maior aumento do período
R$ 7,37 → R$ 7,56 por corrida
A quinta lota, a Sexta-Santa e a Páscoa esvaziam
Comparando cada dia com o mesmo dia da semana em condições normais, o arco do feriado fica claríssimo. A quinta (2) foi o grande pico — +26% em relação a uma quinta comum: era o corre-corre da véspera, todo mundo se abastecendo antes do feriadão. Aí a chave vira: a Sexta-Santa (3) recuou −15%, o sábado (4) ficou −8% e o domingo de Páscoa (5), −9% — as ruas mais vazias do que num fim de semana qualquer.
Cada dia do feriado comparado com a média do mesmo dia da semana nas quatro semanas anteriores (linha do meio = dia da semana normal). Para cima = mais movimento; para baixo = menos.
O grande movimento foi à noite
Mesmo com o feriado religioso esvaziando os dias seguintes, o ritmo do relógio se manteve fiel ao padrão da noite. O pico foi às 19h, concentrando 12,1% dos pedidos — o jantar puxando a fila, com a faixa das 19h às 21h respondendo pela maior parte do movimento do dia.
Distribuição percentual dos pedidos por hora do dia (2 a 5 de abril). O pico foi à noite, em torno das 19h.
Onde o entregador realmente faturou na Páscoa
Algumas horas pagam mais por corrida — mas só compensam se houver pedidos. O que enche o bolso é onde ganho por corrida e volume se encontram. As duas barras mostram isso lado a lado: a azul é quanto se ganhou por corrida; a clara, quanta gente pediu naquela hora.
A Páscoa pelo Brasil
Índice de preço da corrida por macrorregião na Páscoa, com 100 = valor típico do país (R$ 8,92). O Sudeste e o Sul ficaram no topo, com o Nordeste logo atrás; o Centro-Oeste, com distâncias menores, manteve as corridas mais baratas e rápidas mesmo no feriado.
| Macrorregião | Preço típico | vs. país | Ganho entreg. | Entrega |
|---|---|---|---|---|
| Sudeste | R$ 9,26 | +4% | R$ 7,85 | 12,2 min |
| Sul | R$ 9,32 | +4% | R$ 7,16 | 11,5 min |
| Nordeste | R$ 9,13 | ≈ média | R$ 7,82 | 13,6 min |
| Centro-Oeste | R$ 7,39 | -17% | R$ 6,72 | 9,7 min |
| Norte | R$ 7,72 | -13% | R$ 7,40 | 7,5 min |
Para onde foi o valor de cada corrida
Mesmo no feriado, a divisão se mantém: a maior parte de cada corrida vai para o entregador (cerca de 86%), e os 14% restantes ficam com a empresa de entregas que organiza a operação.
Continue explorando
Veja o mês completo e outras datas do período no Painel do Mercado de Entregas Rápidas.
Metodologia
Dados agregados e anonimizados a partir das operações de empresas de entregas rápidas de todo o Brasil, no período de 2 a 5 de abril de 2026. As comparações com um “período normal” usam a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores ao feriado.
Trabalhamos com o valor típico de cada indicador — o ponto em que metade das corridas fica abaixo e metade acima. As comparações por região usam o valor típico do país como referência (100): um índice 120 significa 20% acima da média nacional; 85, 15% abaixo.
Os indicadores descrevem o comportamento do mercado, nunca operações ou clientes individuais. A granularidade geográfica máxima é a macrorregião e o estado — nunca cidade ou empresa específica.