Na virada, as ruas esvaziaram — mas o entregador ganhou mais
Dados anonimizados de mais de 50 milhões de entregas processadas pelo Entregas Expressas.
Entre 31 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026, a demanda por entregas rápidas despencou 47,8% em relação a um período normal equivalente — comércio fechado, cidade em festa. Mesmo assim, quem trabalhou foi mais bem pago: o ganho do entregador subiu 4,1% por corrida, mais até que o preço cobrado. Menos viagens, mais valor para quem rodou.
A virada vs. um fim de ano normal
Comparamos os dois dias da virada com a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores — o jeito mais justo de isolar o efeito do feriado. O resultado: muito menos corridas, mas cada uma rendendo um pouco mais para quem entregou.
a virada esvazia as ruas
R$ 8,38 → R$ 8,41
R$ 7,03 → R$ 7,32 por corrida
Os dois dias da virada, em forte queda
Comparando cada dia com o mesmo dia da semana em condições normais, o esvaziamento fica evidente. A quarta (31/dez), véspera da virada, já operou bem abaixo do normal (−37,4%) — muita gente em casa preparando a ceia. E no 1º de janeiro as ruas praticamente pararam: −59,1% em relação a uma quinta comum — menos da metade do movimento habitual, com a cidade descansando do réveillon.
Cada dia da virada comparado com a média do mesmo dia da semana nas quatro semanas anteriores (linha do meio = dia da semana normal). Para cima = mais movimento; para baixo = menos.
Na virada, o pico é no almoço — não no jantar
Num dia comum, a entrega rápida tem seu auge à noite. Na virada do ano, o padrão se inverte: o pico foi às 12h, concentrando 9,2% dos pedidos — o movimento dos almoços e confraternizações de família sendo montados ao longo da manhã, não à noite, quando as famílias já estavam reunidas para a ceia e o réveillon.
Distribuição percentual dos pedidos por hora do dia (31 de dezembro a 1º de janeiro). O pico da virada foi no almoço, não no jantar.
Onde o entregador realmente faturou na virada
Algumas horas pagam mais por corrida — mas só compensam se houver pedidos. O que enche o bolso é onde ganho por corrida e volume se encontram. As duas barras mostram isso lado a lado: a azul é quanto se ganhou por corrida; a clara, quanta gente pediu naquela hora.
A virada pelo Brasil
Índice de preço da corrida por macrorregião na virada do ano, com 100 = valor típico do país (R$ 8,41). O Sudeste e o Nordeste ficaram acima da média; o Centro-Oeste, com distâncias menores, manteve as corridas mais baratas e rápidas mesmo no feriado.
| Macrorregião | Preço típico | vs. país | Ganho entreg. | Entrega |
|---|---|---|---|---|
| Sudeste | R$ 9,57 | +14% | R$ 7,87 | 12,1 min |
| Centro-Oeste | R$ 6,86 | -18% | R$ 6,44 | 7,0 min |
| Sul | R$ 7,90 | -6% | R$ 6,87 | 11,0 min |
| Nordeste | R$ 8,73 | +4% | R$ 7,18 | 12,0 min |
| Norte | R$ 7,30 | -13% | R$ 7,18 | 6,4 min |
Para onde foi o valor de cada corrida
Mesmo na virada, a divisão se mantém: a maior parte de cada corrida vai para o entregador (cerca de 87%), e os 13% restantes ficam com a empresa de entregas que organiza a operação.
Continue explorando
Veja o mês completo e outras datas do período no Painel do Mercado de Entregas Rápidas.
Metodologia
Dados agregados e anonimizados a partir das operações de empresas de entregas rápidas de todo o Brasil, no período de 31 de dezembro de 2025 a 1º de janeiro de 2026. As comparações com um “período normal” usam a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores ao feriado.
Trabalhamos com o valor típico de cada indicador — o ponto em que metade das corridas fica abaixo e metade acima. As comparações por região usam o valor típico do país como referência (100): um índice 120 significa 20% acima da média nacional; 85, 15% abaixo.
Os indicadores descrevem o comportamento do mercado, nunca operações ou clientes individuais. A granularidade geográfica máxima é a macrorregião e o estado — nunca cidade ou empresa específica.