No Natal, o Brasil pediu menos — mas pagou mais
Dados anonimizados de mais de 50 milhões de entregas processadas pelo Entregas Expressas.
Entre 23 e 25 de dezembro de 2025, a demanda por entregas rápidas caiu 31% em relação a um período normal equivalente. Mas quem rodou foi melhor remunerado: o valor da corrida e o ganho do entregador subiram. É o retrato de um mercado que desacelera no feriado, sem perder valor.
Natal vs. um fim de ano normal
Comparamos os três dias do Natal com a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores — o jeito mais justo de isolar o efeito do feriado. O resultado: menos corridas, porém cada uma um pouco mais cara.
o Natal esvazia as ruas
R$ 8,35 → R$ 8,52
R$ 7,00 → R$ 7,21 por corrida
A véspera segura, o dia 25 esvazia
Comparando cada dia com o mesmo dia da semana em condições normais, o arco do feriado fica evidente. A terça (23) ainda teve algum fôlego — +10% em relação a uma terça comum, gente resolvendo as últimas compras. Mas a quarta (24), véspera de Natal, já desacelerou forte (−32%), e no dia 25 as ruas praticamente pararam: −70% em relação a uma quinta comum — menos de um terço do movimento habitual.
Cada dia do Natal comparado com a média do mesmo dia da semana nas quatro semanas anteriores (linha do meio = dia da semana normal). Para cima = mais movimento; para baixo = menos.
No Natal, o pico é no almoço — não no jantar
Num dia comum, a entrega rápida tem seu auge à noite. No Natal, o padrão se inverte: o pico foi às 11h, concentrando 8,5% dos pedidos — o movimento das ceias e almoços de família sendo montados ao longo da manhã, não à noite.
Distribuição percentual dos pedidos por hora do dia (23 a 25 de dezembro). O pico do Natal foi no almoço, não no jantar.
Onde o entregador realmente faturou no Natal
Algumas horas pagam mais por corrida — mas só compensam se houver pedidos. O que enche o bolso é onde ganho por corrida e volume se encontram. As duas barras mostram isso lado a lado: a azul é quanto se ganhou por corrida; a clara, quanta gente pediu naquela hora.
O Natal pelo Brasil
Índice de preço da corrida por macrorregião no Natal, com 100 = valor típico do país (R$ 8,52). O Sudeste e o Nordeste ficaram acima da média; o Centro-Oeste, com distâncias menores, manteve as corridas mais baratas e rápidas mesmo no feriado.
| Macrorregião | Preço típico | vs. país | Ganho entreg. | Entrega |
|---|---|---|---|---|
| Sudeste | R$ 9,18 | +8% | R$ 7,75 | 12,3 min |
| Sul | R$ 8,39 | ≈ média | R$ 6,63 | 10,7 min |
| Centro-Oeste | R$ 6,89 | -19% | R$ 6,43 | 7,7 min |
| Nordeste | R$ 8,94 | +5% | R$ 7,47 | 11,3 min |
| Norte | R$ 7,54 | -12% | R$ 7,37 | 6,6 min |
Para onde foi o valor de cada corrida
Mesmo no feriado, a divisão se mantém: a maior parte de cada corrida vai para o entregador (cerca de 86%), e os 14% restantes ficam com a empresa de entregas que organiza a operação.
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Veja o mês completo e outras datas do período no Painel do Mercado de Entregas Rápidas.
Metodologia
Dados agregados e anonimizados a partir das operações de empresas de entregas rápidas de todo o Brasil, no período de 23 a 25 de dezembro de 2025. As comparações com um “período normal” usam a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores ao feriado.
Trabalhamos com o valor típico de cada indicador — o ponto em que metade das corridas fica abaixo e metade acima. As comparações por região usam o valor típico do país como referência (100): um índice 120 significa 20% acima da média nacional; 85, 15% abaixo.
Os indicadores descrevem o comportamento do mercado, nunca operações ou clientes individuais. A granularidade geográfica máxima é a macrorregião e o estado — nunca cidade ou empresa específica.