Especial sazonal · Dia dos Namorados 2026

No Dia dos Namorados, a sexta cumpriu a promessa

Dados anonimizados de mais de 50 milhões de entregas processadas pelo Entregas Expressas.

Entre 11 e 12 de junho de 2026, a demanda por entregas rápidas subiu 21,7% em relação a um período normal equivalente. A data caiu numa sexta-feira — e foi exatamente ela que carregou o movimento: +30% sobre uma sexta comum. Presentes, flores e jantares românticos tomaram as ruas ao anoitecer, com o pico cravado às 19h. E quem rodou ainda ganhou um pouco mais por corrida.

Esta é a análise real da data — os números observados, que substituem a previsão publicada antes do feriado.

Dia dos Namorados vs. um período normal

Comparamos os dois dias do feriado com a média dos mesmos dias da semana nas semanas anteriores — o jeito mais justo de isolar o efeito da data. O resultado: muito mais corridas, e cada uma um pouco mais cara.

+21,7%
Demanda vs. período normal
a data aquece as ruas
+1,6%
Preço típico da corrida
R$ 8,79 → R$ 8,93
+1,2%
Ganho do entregador
R$ 7,34 → R$ 7,43 por corrida
Preço típico da corrida
dia normal
R$ 8,79
a data
R$ 8,93
Ganho do entregador
dia normal
R$ 7,34
a data
R$ 7,43
A leitura: diferente de feriados que esvaziam a cidade, o Dia dos Namorados puxa o consumo para dentro dos bairros — presentes, flores e refeições especiais. Muito mais volume e, ainda assim, um leve ganho de valor por corrida: o mercado acelera sem perder margem.

A previsão acertou: o pico foi na sexta

Comparando cada dia com o mesmo dia da semana em condições normais, fica claro onde está a energia da data. A quinta (11), véspera, já veio aquecida (+12% sobre uma quinta comum). Mas foi a sexta (12), o próprio Dia dos Namorados, que estourou: +30% em relação a uma sexta normal — o maior movimento da data, confirmando a leitura de que o feriado cair na sexta-feira jogaria a operação para outro patamar.

+12%
11/jun · véspera
que uma quinta normal
+30%
12/jun · Dia dos Namorados
que uma sexta normal

Cada dia do feriado comparado com a média do mesmo dia da semana nas semanas anteriores (linha do meio = dia da semana normal). Para cima = mais movimento; para baixo = menos.

O recado para a escala: aqui o pico é no próprio dia, não na véspera. Quem dimensionou a maior escala do mês para a sexta-feira chegou pronto; quem tratou a data como um feriado comum ficou curto justamente no dia mais forte.

A noite manda: o pico foi às 19h

No Dia dos Namorados, a entrega rápida fervilhou ao anoitecer. O pico foi às 19h, concentrando 11,2% de todos os pedidos — quase três vezes uma hora média do dia. A faixa entre 19h e 21h sozinha respondeu por cerca de 30% do dia: jantares de comemoração, sobremesas e os presentes de última hora empurraram o movimento para a noite.

19h · 11,2% 00h 02h 04h 06h 08h 10h 12h 14h 16h 18h 20h 22h

Distribuição percentual dos pedidos por hora do dia (11 e 12 de junho). O auge foi à noite, em torno das 19h–20h.

Onde o entregador realmente faturou

Algumas horas pagam mais por corrida — mas só compensam se houver pedidos. O que enche o bolso é onde ganho por corrida e volume se encontram. As duas barras mostram isso lado a lado: a escura é quanto se ganhou por corrida; a clara, quanta gente pediu naquela hora.

■ ganho por corrida
■ volume de pedidos
07h
R$ 7,89
0,6%
08h
R$ 8,67
2,1%
09h
R$ 9,20
3,2%
10h
R$ 9,01
4,4%
11h
R$ 9,01
7,5%
12h
R$ 8,59
7,1%
13h
R$ 8,84
6,1%
14h
R$ 8,45
6,2%
15h
R$ 8,78
6,3%
16h
R$ 8,25
6,2%
17h
R$ 8,52
5,2%
18h
R$ 8,98
7,4%
19h
R$ 8,68
11,2%
20h
R$ 8,45
10,9%
21h
R$ 8,45
8,2%
22h
R$ 8,95
4,8%
23h
R$ 8,29
2,1%
No Dia dos Namorados: o melhor encontro entre ganho e volume ficou no fim da tarde e na noite (em torno das 18h–20h) — exatamente quando a procura disparou. Quem rodou nesse intervalo pegou muito volume com ganho por corrida acima da média do dia. A madrugada paga alto por corrida, mas com pouquíssimos pedidos para aproveitar.

A corrida curta é cara por quilômetro

Cada corrida tem um “custo de largada” — sair, pegar e entregar tem um preço mínimo, independente da distância. Por isso a corrida de até 2 km já saiu por R$ 7,72, e o valor por quilômetro despenca conforme o trajeto estica. Numa data de muita entrega de bairro, a maior parte das corridas vive nas faixas curtas: cerca de 79% ficaram em até 5 km.

0–2 km
R$ 7,72
38% das corridas
2–5 km
R$ 9,09
41% das corridas
5–10 km
R$ 13,18
16% das corridas
10 km+
R$ 22,08
5% das corridas

Preço típico da corrida por faixa de distância. A corrida típica teve apenas 2,66 km e a entrega levou cerca de 12,7 min — operação de bairro, rápida e curta, tocada majoritariamente por moto (96% das entregas).

O Dia dos Namorados pelo Brasil

Índice de preço da corrida por macrorregião na data, com 100 = valor típico do país (R$ 8,93). O Sul e o Sudeste ficaram acima da média; o Nordeste seguiu colado na média nacional; o Centro-Oeste e o Norte, com distâncias menores, mantiveram as corridas mais econômicas e rápidas mesmo no pico.

RR · Norte — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) RR AP · Norte — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) AP AM · Norte — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) AM PA · Norte — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) PA MA · Nordeste — índice de preço 100 (+0% vs. média nacional) MA CE · Nordeste — índice de preço 100 (+0% vs. média nacional) CE RN · Nordeste — índice de preço 100 (+0% vs. média nacional) RN AC · Norte — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) AC RO · Norte — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) RO TO · Norte — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) TO PI · Nordeste — índice de preço 100 (+0% vs. média nacional) PI PB · Nordeste — índice de preço 100 (+0% vs. média nacional) PB PE · Nordeste — índice de preço 100 (+0% vs. média nacional) PE MT · Centro-Oeste — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) MT GO · Centro-Oeste — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) GO BA · Nordeste — índice de preço 100 (+0% vs. média nacional) BA AL · Nordeste — índice de preço 100 (+0% vs. média nacional) AL SE · Nordeste — índice de preço 100 (+0% vs. média nacional) SE MS · Centro-Oeste — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) MS MG · Sudeste — índice de preço 102 (+2% vs. média nacional) MG ES · Sudeste — índice de preço 102 (+2% vs. média nacional) ES DF · Centro-Oeste — índice de preço 84 (-16% vs. média nacional) DF SP · Sudeste — índice de preço 102 (+2% vs. média nacional) SP RJ · Sudeste — índice de preço 102 (+2% vs. média nacional) RJ PR · Sul — índice de preço 109 (+9% vs. média nacional) PR SC · Sul — índice de preço 109 (+9% vs. média nacional) SC RS · Sul — índice de preço 109 (+9% vs. média nacional) RS
mais econômico  →  mais caro  · cores por macrorregião
MacrorregiãoPreço típicovs. paísGanho entreg.Entrega
Sudeste R$ 9,09 ≈ média R$ 7,71 13,0 min
Sul R$ 9,73 +9% R$ 7,20 12,9 min
Nordeste R$ 8,95 ≈ média R$ 7,54 15,7 min
Centro-Oeste R$ 7,53 -16% R$ 6,73 10,7 min
Norte R$ 7,47 -16% R$ 7,29 5,8 min

A operação mais redonda foi no Sul, com a maior taxa de entrega concluída (94,3%). No Norte, trajetos mais curtos renderam as entregas mais rápidas da data (5,8 min em média).

Para onde foi o valor de cada corrida

Mesmo na data, a divisão se mantém: a maior parte de cada corrida vai para o entregador (cerca de 85%), e os 15% restantes ficam com a empresa de entregas que organiza a operação.

VALOR DA corrida
85%
vai para o entregador
15%
fica com a empresa de entregas
Essa fatia é da empresa de entregas rápidas que atende o lojista — não de um aplicativo de delivery.

Metodologia

Dados agregados e anonimizados a partir das operações de empresas de entregas rápidas de todo o Brasil, no período de 11 a 12 de junho de 2026. As comparações com um “período normal” usam a média dos mesmos dias da semana nas semanas anteriores ao feriado.

Trabalhamos com o valor típico de cada indicador — o ponto em que metade das corridas fica abaixo e metade acima. As comparações por região usam o valor típico do país como referência (100): um índice 120 significa 20% acima da média nacional; 85, 15% abaixo.

Os indicadores descrevem o comportamento do mercado, nunca operações ou clientes individuais. A granularidade geográfica máxima é a macrorregião e o estado — nunca cidade ou empresa específica.

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